Quatro mandados de prisão temporária são cumpridos pelo MP na 6ª fase da Operação Mãos à Obra

O Ministério Público de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (27/3) a sexta fase da Operação Mãos à Obra, que apura irregularidades em contratos celebrados pela Câmara Municipal de Planaltina de Goiás na gestão de seu ex-presidente André Luiz Magalhães (Pastor André). Na ação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão temporária contra empresários suspeitos de envolvimento nas fraudes. As ordens judiciais acolhendo os pedidos do MP foram expedidas pelo juiz Gustavo Costa Borges.

São investigados nesta etapa os contratos firmados pela Câmara de Vereadores com as empresas Líder Radiodifusão, Agência de Publicidade e Eventos Ltda-ME, de propriedade de Fábio José de Souza Rodrigues e Jonathan Martins Rodrigues, e Talismã Veículos Ltda, que tem como sócio Juliano Igor Caixeta e como procurador Anderson Dias Campos. As empresas têm sede em Formosa.

Os mandados de prisão foram expedidos contra os empresários. Suas empresas foram vencedoras de procedimentos licitatórios fraudulentos realizados pela Câmara na gestão do ex-presidente em 2017, que resultaram na contratação de uma empresa de publicidade e na aquisição de veículos para o Legislativo municipal. Os contratos assinados, à época, envolveram valores totais, respectivamente, de R$ 72.050,00 e R$ 257.200,00.

Quanto ao ajuste relativo à publicidade, a investigação detectou que o procedimento licitatório teve documentos forjados, não existindo nenhuma licitação destinada à contratação de empresa especializada em serviços de assessoria de comunicação no âmbito da Câmara e não tendo a Líder prestado qualquer serviço ao Legislativo. No caso do contrato dos veículos, embora ele envolvesse quatro carros novos, apenas dois foram entregues, segundo apurado.

Esta sexta fase da operação é coordenada pelo promotor de Justiça Rafael Simonetti, da 4ª Promotoria de Planaltina, e conta com o apoio dos também promotores Douglas Chegury, Fernanda Balbinot e Caroline Ianhez, todos de Formosa, bem como com a colaboração de 10 agentes da Polícia Civil.

(Texto: Ana Cristina Arruda/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO, a partir de informações da 4ª Promotoria de Planaltina – Foto: acervo do MP-GO)

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