Investigações concluem que menino com ferimentos na cabeça não foi maltratado

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Formosa concluiu nesta segunda (11) o caso da criança encontrada com ferimentos na cabeça, no dia 11 de janeiro deste ano.

Trinta dias após o início das investigações, a equipe de Policiais Civis apurou que: no dia 09.12.2018 (domingo), por volta de 17h, a criança de 4 anos sofreu uma queda em sua residência, na zona rural do município de Niquelândia, local onde mora com o pai e a madrasta.

Imediatamente, a criança apresentou um inchaço na cabeça e a madrasta colocou gelo no local.

No dia seguinte à queda, a criança permanecia com inchaço na cabeça e ainda apresentou inchaço no rosto. Rapidamente, os responsáveis foram em busca de atendimento médico em Niquelândia e Formosa, onde possuem familiares.

Submetida a avaliação médica e a exames de imagem, a criança não apresentou lesões internas e, em relação aos ferimentos na pele, recebeu prescrições de medicamentos, que foram prontamente adquiridos e administrados pela madrasta que, mais tarde, associou a eles tratamentos caseiros para a cicatrização do ferimento.

As feridas melhoravam mas, na medida em que, como a própria criança relata, “as casquinhas iam crescendo na pele, ela mesma coçava e as arrancava”, o que colaborou para o agravamento das lesões.

Preocupado com a criança e tendo de submeter seu automóvel a manutenção, o pai do menino conseguiu dispensa do seu trabalho no dia 11/01 para ir a Formosa. Na ocasião, a criança seria novamente submetida a avaliação médica, pois apresentava-se com diarreia e com o agravamento das lesões na pele.

Eles seguiram em direção a Formosa. No caminho, pararam em uma oficina e, então, foram abordados e conduzidos à delegacia quando os policiais avistaram a criança abatida, em razão da diarreia e dos ferimentos.

A partir de então, o caso ficou sob a responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente

As investigações

Ao longo dos 30 dias de investigação, foram colhidos 13 depoimentos, analisados diversos documentos, prontuários médicos e fotografias, com a participação ativa do Instituto Médico Legal e da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Por fim, as investigações apontaram que não houve maus tratos, nem tortura e nem mesmo crime de lesão corporal.

Pelo contrário, a criança, após ter sofrido um acidente doméstico, recebeu os cuidados devidos de seus familiares e, infelizmente, teve um agravamento dos ferimentos em sua cabeça, os quais infeccionaram.

Não há que se falar, portanto, que o pai ou a madrasta tiveram a intenção de ferir ou maltratar esta criança, nem que foram descuidados no tratamento, tendo em vista que conduziram e insistiram em dar assistência médica ao menino.

Também ficou afastada a denúncia de que a criança comia apenas biscoitos, já que convivia com o pai e a madrasta na zona rural e, lá, lhe eram servidas todas as refeições, sendo café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Atualmente, a criança permanece em bom estado, recebeu atendimento médico devido e já se encontra sob os cuidados de familiares, em cumprimento a decisão do Juizado da Infância e Juventude de Formosa, que também atua no caso.

fonte: Polícia Civil/Facebook

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